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de tudo quanto duvidei, é tudo quanto mais acredito:
o escondido será uma verdade mais sincera do que o que foi dito.?
e então, as conversas de sofá e taça são mentiras.?
onde foi que a verdade se escondeu.?

- a verdade se escondeu num buraco bem fundo chamado amôr, onde ninguém pode achar sem se perder em devaneios.

(linda é a nação do amôr.!, ela disse.)



- Postado por: l u a * às 13h10
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Do improvavel ao eterno.

E se viram impotentes diante delas, antes tão forçadamente escondidas, do outro, de si.
Se viram expostos com as juras (im)puras, confusas, que escapoliam por entre as palavras,
que simplismente ignoravam qualquer impulso da mente em prende-las.
Elas vieram, as juras, solenes, as juras, (im)puras, as juras, duras, as juras.
Ignoraram as partes ali envolvidas, tinham vida propria.
Eram, e nunca deixarao de ser. não se deixarão morrer,
não enquanto ainda houverem bocas, olhos e palavras, para que elas capiciosamente se infiltrem,
e virem laços eternos.
Juras são crueis amor, mas não morrem, jamais.

Eu jurei.
E minha jura é eterna.

- Postado por: Yas às 17h42
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achados e perdida.

perdi a hora do que não tinha tempo.
perdi a tempo de não achar.
perdi o que era tão meu que me perdi.
errei a rua, errei o mês, errei a casa, a vida. errei no erro, na tentativa, no acerto.

falta uma certa essência, um ar de veracidade.

(foram tantos anos de teatro que virei uma personagem mal feita.?)



- Postado por: l u a * às 14h31
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"quebrou algo. que eu não sei se cola, que eu não sei se dá pra botar outro no lugar. é tudo novo.
- só a dor que é antiga."

(sonhos construídos com papel)
veio a chuva, muita chuva
- salgada e morna.

tudo quanto é papel derrete.


odeio admitir que eu estava certa.
e que o conversa, o meu conversa, de admiráveis botequins... era tudo de verdade.! a dor, o amor, a política.
(e que eu antes sou sempre melhor que eu agora.)

 

(cai a cortina mais uma vez. eu espero o próximo ato, na coxia, na platéia - na frente da tv.) 



- Postado por: l u a * às 08h52
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medos compartilhados

- eu vou fazer aniversário, pai.?
- vai.
- e daí eu vou ficar velho.?
- um dia vai...
- então eu não quero fazer nem seis nem onze nem cem anos.!
- mas você não vai fezer cem anos agora, filho.
- não vou ficar velho.?
- não.
- você não deixa, pai.?

(eu não deixo. nem você nem eu.  n u n c a .)




- Postado por: l u a * às 11h45
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-Tá bem?
-Não.
-Tá sentindo o que?
-Não sei.
-Como não sabe?
-Talvez dor,
uma dor sem dor.

- Postado por: emi às 19h21
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dos frutos cor de púrpura escorre o néctar,
em gélidas taças: suave, adocicado
que invade as línguas, trêmulas
alimeta as almas frias, passantes, desoladas
verte-se luxuriante nas então secretas p a l a v r a s
lânguidas, tímidas, ousadas.
baús se abrem, portas são (para sempre!) escancaradas.

há um prazer tôdo-raro na palavra falada,
de ímpeto.
afluem, influem, confluem:
fluem.
chocam-se, enrolam-se, dissolvem-se.
é pó-de-estrelas numa suave brisa que envolve
os desejos
os anseios
(costura-se tudo numa etérea e suave colcha de retalhos)

- o incrível e delicioso descompromisso de querer só asas
para voar longe, numa mesa alheia ao mundo.

(segredos de liquidificador)

(in: sxc.hu)



- Postado por: l u a * às 18h17
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conto de amor partido.

não, a culpa não é minha.
disse que não amava
rezei para que não viesses.
e então veio, essa tua surdez estúpida
- odeio a submissão do teu silêncio!

não sugues a mim tanto assim,
sou minha e só minha, sempre fui
nunca vão me convencer que te pertenço,
nem teu choro nem teu sorriso bobo.
aceito a tua liberdade
respeita a minha!
não me faça vomitar dores!

repito como um mantra àquelas,
belas,
que vieram antes de mim
a calma para que não te mate
(bem queria que a tua morte não me sangrasse tanto)
mas te enfiou na minha vida,
orquídea minha, erva daninha,
só me falam de você
te querem junto de mim
e não, não te quero.

me sufoca essa tua necessidade cega de mim
me deixa só!
um mito que for
quero partir, pára de me seguir.
não quero te sentir em mim.

e eu que nunca amei
finjo amar alguém
que nunca me tocou
que eu finjo amar
por esses meses nove
e tantos anos mais.

(se um dia eu fosse dois,
eu ia sentir assim)

(in: sxc.hu
je ne t'aime plus.)



- Postado por: l u a * às 13h05
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é só saudade.

não,
eu não vou apagar passados

e nem rabiscar futuros

eu não vou fingir as fotos

eu não vou rasgar os fatos

 

e eu que amava tanto!

corre a vida a esconder

- dr. Jeckyll e eu -

que não era só saudade

- e sobrou não mais que isso -

hoje não queria retalhar

e fez-se pedaços.
hoje queria mares
mas Nero veio.
- retalhar o vêio:
males aos pedaços! -

 

e às vezes não resta nem paz

num sonho ou qualquer oniria assim

ecos de antes vêm!

é saudade, o que sinto,

daquele sorriso mais sincero com você

e agora.

 

há vazio

há nada

não-há.

(sei eu e sei você que deveria haver)

(se eu fosse ela,
eu ia sentir assim.
se eu fosse ela,
eu não faria o que fiz.
- quem fez foi ela!
ela escreveu e eu palpitei.
eu não sei mais quem foi que escreveu)

(in: sxc.hu
e não-te-esqueças-de-mim.)



- Postado por: l u a * às 02h46
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Através do espelho - capítulos 13, 7, 42 e ∞

"(...)Luarenta, numa suave tarde de sol, comia jujubas. E então quis uma canção. Juan, brevemente, disse: coge el cabaquito, Jude. E tendo Jude provido-o de seu inseparável ukulele, tocou.
Meesha, indiana e terrorista, matadora cruel e sangüinolenta de mosquitos com biribinhas, bailou com Rringo, Jorge e Pablo. Todos inebriados pelo cheiro de torta de estrelas, que assava, embaixo do guarda chuva transparente, desenhado no castelo, pintado na parede.
E então um palhaço triste chegou, trazendo numa bola de neve - macuecos me mordan! - o inverno todinho. Voaram papeizinhos, dourados, e choveram coloridas bolas do céu.
Los Besoros correram, como porcos de uma arma. Voaram feito a Lucy.
Fugiram! Michetinha e Looa, montadas num grande cachorro prêto, que cheirava como meias suadas depois de um jogo com gols e bolas e mãos. Memérias capóticas se esqueceram dos campos de morango, para Eva. Se esconderam num colégio soturno e rezaram - espero que acreditemos!, pensaram. E então novenovenovenove vezes repetiram, para não esquecer.
Nesse minuto, Micha se lembrou dos lápis de cor que trazia. Usou, mais Lua, estilete para fazer a ponta, antes que houvesse tinta vemelha demais no chão, que atrapalhasse a passagem suculenta e sem sementes de Tangerina.
Borderline, a amiga querida, veio só para brincar.(...)"

para Mabel.



- Postado por: l u a * às 03h01
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Cotidiano ou Pseudo crônica sobre o insuspeito.

(capítulo I)

ahh mentevaz iapareceque oosso do jo e lhovai esfarelar eseeuacho que nãopensoemnadai sso jépensarcorrecorrecorre!fo geenão pá ra nem pra respirardeixa o aaar pralaquehojeamor tetá mais pertoque eu achei que elaiaestarumahoraououtra elaiachegar masquevaiachar a minh amãeela bemdisseprae unãovir.eeuvim eu to eutenhoquecorrer e fugir e olhar pra calçadapulanaruacui dadocom o
bu
ra
co
no
chã
umeu

que
brou
e
tem
u
ma
bo
ta
na
mi
nha
nu...
.

~~

Não segure as portas. Isso provoca atrasos em todos os trens.

~~

- que bom que veio! quer vinho?
- eu só quero te comer.

~~

XX,
hoje eu percebi que eu não te amo mais. eu não vou mais te ligar, eu não vou mais aparecer. te cuida.
assinado: Maria.

 

(capítulo II)

 

Diário Popular
Menino é confundido com ladrão e morto na madrugada de ontem. p.5

~~

Olha dotô, essa minina começou a gritar no metrô e esfaqueou todo mundo que estava tentando entrar. Seizóra da tarde.

~~

berros ao fundo: FILHADUMAPUTA!
enfermeira: Doutor Parruda, tinha um saca-rolhas atravessado no pênis do paciente do quarto 9.

~~

estampido seco, sangue no asfalto.

 

(capítulo III)

Um dia eu vou parar de vomitar o que eu como. Eu vou parar de correr 4 horas nessa maldita esteira ergométrica. É. Eu vou ter dinheiro, vou fazer uma lipo, tirar tudo e botar silicone. 2 litros. E daí eu nunca mais vou entrar num metrô. Eu nunca mais vou encostar no zé-povinho. Vinho, eu vou viver de vinho. Eu vou trepar com todos os caras bonitos do serviço. E nunca mais vou ter que chupar o pau do velho que me paga e me dá folga, só eu deixar ele ver meus peitos. Eu vou parar de fumar e vou cumprir minhas resoluções de ano novo. Eu vou parar de querer viver numa novela.

Tá na hora da minha sopa.



- Postado por: l u a * às 02h52
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a extrema fluidez do que deveria não ser

a intensa delicadeza com a qual mortes se sucedem, a cada instante
a força brutal e selvagem com que desejos suaves se reconfiguram: prazeres findáveis.
o não-saber calculado, as rotas de escape, os pontos de fuga, linhas cruzadas.
cospira tudo:
luz, matéria, fluidos
é tudo num sinistro ralo de águas a girar vertiginosamente
e então.
cedo ao enjôo,
cedo
o sol é sujo e o nojo de ser não cabe na não-existência
duvido
          - do céu, da terra, do fogo.
flui com calma
macio
silencioso
tudo que deveria não ser.

 e t e r n a m e n t e .

(in: sxc.hu
mas é só tristeza)



- Postado por: l u a * às 14h13
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manhã de três de meu mês.

os olhos pesavam uma enormidade,
se fazia preto até azul-escuro lá fora.

se vestiu.
quando o xadrez da camisa passou de relance pelos olhos meus,
o azul era quase sincero, sem nuvens.
juras ao batente, as lágrimas não vieram

escorria quase sem graça pelos prédios a frente
- meio quente, meio morto -
o amarelo do sol:
te vi atravessar a rua.

o aconchego no no travesseiro deu-me tempo,
antes de Sandman vir,
da pergunta:
o que vai ser do etéreo cordão?

(in: sxc.hu
rios feitos de gotas d'água)



- Postado por: l u a * às 11h29
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um dia de estrela.


estela!,
estrela minha.
estrala meu dedo,
estela, meu medo.
és tela, pintura
é minha
poesia!

- um tanto de bahia que insiste em me fazer melhor.

 

(in: orkut.com
enquanto houver você do outro lado)



- Postado por: l u a * às 22h34
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Por um segundo mais feliz ou Eu já não te amo mais

eu já não te amo mais
talvez te ame para sempre
mas hoje não posso te amar como antes.

fez pedaços meu coração
- com o perdão do clichê.
talvez tenha chegado o tempo do nosso desamor
porque você sabe que eu não acredito em tempos de pausa
de tempos
de recessos.

me parece que tens a sutil arte de me matar
e eu não vou falar mais
eu não vou mais te fazer chorar
não vou mais tentar mudar o que é estático em ti.

me dói!
me morre.
mas é chegado o tempo de que ninguém mais me mate.
não sem a minha permissão.

caminhe.
que seguirei, também, quando deixar de sangrar.
e se quiser
minha casa será sempre a sua
minha vida ainda está amarrada na sua.

te amei.

(in: zeropontoum.blogger.com.br
todo carnaval tem seu fim.
como quando começou)



- Postado por: l u a * às 19h31
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